Texto da pregação (1º parte): João 1
Nós
temos sido somente ouvintes da palavra do Senhor e aplicamos à nossa vida
somente o que desejamos aplicar.
Essa
postura é muito subjetiva porque selecionamos o que queremos e não queremos
ouvir, a depender das circunstâncias de nossas vidas e do que temos passado.
Se, por exemplo, o problema for relacionado a casamento, somente será filtrado
da pregação o que estiver relacionado a casamento. Se o problema for no campo
financeiro, a mesma coisa. E assim por diante. E nós temos estimulado o nosso
cérebro a agir assim.
Nem
tudo é bom ou ruim em sua totalidade. Isso vai variar de acordo com o momento
em que cada um tem vivido.
O
Senhor nos convida a olharmos a sua palavra na sua totalidade. Mesmo que
busquemos o que precisamos para aquele momento, devemos analisar o que não
serviu para aquele momento, em que área de nossa vida aquela palavra poderá ser
aplicada. Porque nada foi dito sem propósito, tudo teve um propósito.
Às
vezes não aceitamos a palavra pregada, pois estamos vivendo um outro momento,
porém, era aquela palavra que precisávamos ouvir, que precisávamos aplicar em
nossa vida.
Em
João 1 diz: “no princípio era a palavra”. E somente isso nos pode ser dado. Não
há como outrem estimular a nossa fé, pois a fé vem do ouvir a palavra de Deus.
Se
temos fé, deixamos de ser seletivos. Toda a palavra de Deus nos interessa.
Tudo
tem um início. E o início tem que ser em abrir os nossos lábios e proclamarmos
o evangelho. A partir daí, o desenvolvimento do relacionamento com Deus depende
de cada um em buscar mais e mais
Toda
a escritura é apta para exortar, fortalecer e iluminar. A palavra de Deus não
foi fracionada, por isso não devemos desprezar nada.
Qual
o objetivo de ultrapassar este princípio? É fazer com que o verbo se faça carne
em cada um de nós. E ele só se fará carne a partir do momento em que vivermos a
palavra. Caso contrário, não sairemos do verbo, da palavra. O verbo não se
tornará um conosco e não será capaz de transformar vidas, de fazer essa palavra
ficar em movimento.
Se
no princípio, tudo o que Deus falara, não tivesse se transformado em carne,
nada teria acontecido, pois foi necessário que a palavra se encarnasse para
restaurar o homem à comunhão com Deus.
Tornamos-nos
uma carta viva de Deus. Devemos nos transformar a ponto dos outros verem em nós
a imagem de Deus.
O
verbo tem se tornado carne em você? Tem se tornado viva em você? Ou é só
palavra?
Toda
pregação que ouvirmos e não a transformarmos em carne, nós não teremos passado
do princípio, em que era o verbo. Sendo assim, não haverá mudança de vida.
Se
o verbo não se transformar em carne é apenas palavra.
Texto da pregação (2º parte): Daniel 3
Este
capítulo fala a respeito de uma imagem construída por Nabucodonosor, que se
subentende ser sua própria imagem, com o intuito de ser adorada.
Muitas
vezes levantamos essas imagens de adoração em nossas vidas. Isso é fruto do Jardim
do Édem, da queda, quando o homem tinha o desejo de ser como Deus, não só a
respeito dos seus poderes, do seu reinado, mas também em relação à adoração que
Ele recebia.
Assim
como fez Nabucodonosor ao erigir essa imagem, nós também agimos assim. Levantamos
imagens em nossas vidas para serem adoradas. Muitas vezes tudo o que fazemos é
em prol da construção dessa imagem.
Baixamos
um decreto para que todos a adorem, aquele que não adorar essa imagem que
levantamos, passará a ter problemas com ela e não irá mais se relacionar.
Erguemos
essas imagens em todas as áreas das nossas vidas: em nosso casamento, no nosso
trabalho e etc. Sentimos a necessidade de sermos elogiados pelo outro, mas a
bíblia nos diz que o ouro é provado pelo fogo e o homem pelos elogios que
recebe.
Alguns
querem ter títulos, empregos bons, prosperidade financeira, não para o seu
sustento, mas sim para serem adorados. E isso alimenta e contamina a alma.
Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego, nos ensinam como podemos desconstruir essa imagem que
levantamos:
Primeiro:
eles nos mostram que não podemos nos dobrar a essas imagens e argumentam que
devemos ter como propósito, como firme fundamento, adorar somente a Deus e
confiar Nele, independente das circunstâncias.
Segundo:
sofrer as conseqüências da fornalha. Pois eles foram lançados na fornalha
porque não aceitaram adorar a imagem. A partir do momento em que tomarmos essa
posição, de não adorarmos a imagem que levantamos em nossas vidas, temos que
estar dispostos a suportar o fogo da fornalha. Isso significa passar pelas
lutas e dificuldades confiando na fidelidade do Senhor.
Terceiro:
Não mais recorrer a nenhuma exterioridade, a nenhuma titularidade e, sim ao
Senhor, que somente Ele seja nossa graça e nosso sustento, nosso escape, nossa
fortaleza em tudo e não a nossa própria sabedoria ou nossas posses. Que Ele
seja o centro de nossas vidas.



