quinta-feira, 3 de abril de 2014

Culto - 30/03/2014



Texto da pregação (1º parte: Hebreus 11:38)

Hebreus é um livro que tem autoria desconhecida e que não foi escrito à uma igreja específica, mas sim aos judeus cristãos, convertidos e que precisavam saber mais sobre o Senhor.
Esse livro foi escrito para aquelas pessoas que viviam sob a lei, seguindo regras, normas, dogmas.
No capítulo 11 deste livro, podemos intitulá-lo como galeria dos heróis da fé, pois fala de homens e mulheres que através da sua fé, venceram reinos, derrubaram impérios, entregaram suas vidas. No versículo 38 é declarado que esses homens são homens dos quais o mundo não era digno.
Jesus declarou que o mundo jaz do maligno e disse que o príncipe desse mundo viria, mas que o Senhor não nos deixaria só, mas nos mandaria o consolador para nos ensinar tudo àquilo que Jesus já havia ensinado.
Será que alguém poderia dizer o mesmo de nós? Que não somos dignos desse mundo? Este mundo nos deseja ou nos rejeita? Somos sal da terra ou terra da terra?
Quando estivermos em meio aos nossos problemas e lutas, achando pesado demais, que possamos olhar para aqueles homens. O certo seria olharmos para Jesus, mas como sempre arrumamos desculpas, diríamos: mas Jesus é Deus! Portanto, olhemos para aqueles homens e mulheres dos quais o mundo não é digno.
Eles aguardaram a vinda de Jesus para serem aperfeiçoados, por isso foram considerados dignos dos céus e indignos do mundo.
Qual a nossa relação com este mundo?
Quando a bíblia fala do mundo, fala do sistema, que para não sofrermos, nos juntamos a ele. Porque se fizermos o contrário, o sistema perceberá que somos diferentes e seremos rejeitados e não suportaremos a rejeição. E assim nos moldamos ao mundo.
Se nos mantivermos firmes em nossa posição, mesmo sendo diferente da maioria, o mundo perceberá que temos algo de diferente e irão querer parar para nos ouvir e saberão que temos algo a dizer a respeito do reino de Deus e do Seu amor. E nada disso vem de nós, mas do Senhor.
Por que achamos que nossas vidas têm que ser diferente daqueles homens? Por que não podemos ser perseguidos e humilhados?
Vamos viver nos vitimizando ou vamos aproveitar cada oportunidade para aperfeiçoar a nossa fé e para crescermos na graça do Senhor?
Onde está o erro?
Está na nossa interpretação do que está escrito? Ou está em Deus que escolhe uns para lutarem e serem perseguidos?
“Homens dos quais o mundo não é digno”: que isso “martele” em nossa mente e que cada vez que acharmos que não merecemos alguma luta, nos lembremos disso.

Texto da pregação (2º parte: Hebreus 4:14-16)

Nós confessamos a Cristo um dia, confessamos Seu senhorio sobre nossas vidas, confessamos que andaríamos com Cristo diariamente. Porém, nossa vida tem mostrado o contrário.
Porque temos que conservar firme a nossa aliança com o Senhor?
Tudo que passamos ou iremos passar em nossas vidas, Jesus também passou, também foi tentado, mas não pecou.
E nós quando pecamos, quando erramos, temos um sumo sacerdote intercedendo por nós diante de Deus, porque Ele sabe pelo que temos passado, porque Ele também viveu isso.
Encontraremos graça em tempo oportuno, em tempo de necessidade. E esse tempo não é quando estamos numa entrevista de emprego ou em uma prova de concurso. Quando essa palavra fala em graça e misericórdia em ocasião oportuna, fala da confissão que temos que manter firme.
Em várias partes da bíblia é falado sobre a perda da fé.
Quando as lutas nos alcançam e nos sentimos desamparados pelo Senhor, acabamos perdendo um pouco a nossa fé.
Na parábola do juiz iníquo, Jesus questiona: “Quando, porém vier o filho do homem, porventura achará fé na terra?”.
Pela nossa falta de paciência, nós deixamos de lado o que confessamos uma vez e perdemos a nossa fé. A partir do momento que tiramos Deus das nossas vidas, nos tornamos um barco à deriva, até afundarmos num mar de incertezas.
Por isso Jesus passou pelo que passamos e não pecou, porque Ele não abandonou a Sua fé, pois sabia em quem cria, em quem Ele depositava Sua fé.
Quando Jesus estava no Getsêmani e pediu ao Senhor: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36). Certamente, Jesus ouviu de Deus naquele momento que nada poderia ser diferente, porque Ele tinha que passar por tudo aquilo.
Portanto, temos que entender que muitas vezes temos que passar pelo “Getsêmani” sozinhos, porém sem perder a nossa fé.
Que guardemos a nossa confissão e que o Senhor ache em nós fé.