quinta-feira, 27 de março de 2014

Culto - 23/03/2014



Texto da pregação (1º parte: Jeremias 06:1-20)

Vamos ver nas escrituras sobre o fruto dos pensamentos, que não é o mesmo que pensamento positivo ou uma autoafirmação. No que você tem pensado? Quais são e quais tipos de pensamentos temos tido? Visto que o pecado é fruto de um pensamento consumado. As concupiscências nada são do que o pecado da carne. Jesus diz que enganoso é o coração do homem, pois ele recebe a carga emocional do pensamento. Quais são os pensamentos a respeito de Deus? Em Mateus 12:34 diz: “A boca fala do que o coração está cheio”,  e Mateus 15:11 diz: “O que contamina o homem não é o que entra mas o que sai de dentro dele”. Ex.: homicídio, vaidade, soberba... Nós temos desprezado nossos pensamentos, principalmente os que aparecem de forma inocente. Do que adianta uma adoração ao Senhor se nossos corações/pensamentos estão longe Dele? Se for uma adoração da boca pra fora, de nada adianta. No livro de Jeremias Deus alerta o povo sobre o fruto dos pensamentos (vers.19). Estamos mais propensos a querer cauterizar nossos sentimentos/feridas, que é mais fácil desapegar e separar do que reconquistar, amar. A mente não sabe separar o que é real do que é irreal, por isso somos tão influenciados pelo que assistimos na TV, como novelas e filmes. Todos os dias somos incitados e acalmados, tudo acontece na mente. Em Filipenses 4:8 fala sobre metanóia, mudança de mente. "Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai".
Quando paramos pra analisar Gênesis, vemos a guerra travada na mente de Adão. Satanás o ganhou com o desejo lançado na mente/coração.
Paulo em Filipenses fala para mudar nossa maneira de pensar a respeito do outro. Se falo mal de alguém, se tenho pensamentos negativos a respeito da minha vida, então não estou de acordo com as instruções da bíblia. Primeiro devo mudar meus pensamentos para depois mudar meu agir. Jó declarou que o que mais temia (pensava) lhe sobreveio, ou seja, perder tudo, a calamidade veio sobre ele e seus filhos, mas no fim ele faz uma nova declaração: “antes te conhecia de ouvir falar, mas agora meus olhos te veem”. Jó não estava vendo Deus, mas ele estava falando de seus pensamentos. O temor está na mente, a bíblia diz que o verdadeiro amor lança fora todo medo.
Muitas vezes fazemos das nossas lutas, provações e tribulações nossos ídolos, pois pensamos neles todos os dias, antes mesmo de abrir os olhos pela manhã, o que se apresenta é o ídolo e o adoro o dia todo. E não faço com que esse ídolo adore ao Senhor. Se há algum ídolo em nosso coração/pensamento, que é onde travamos todas as batalhas e emoções devo ter em mente que não pode haver dois ídolos para ser adorado. A exemplo de Dagom em I Samuel 5, quando ele amanhece prostrado diante da arca do Senhor. Pra que oferecer tanto louvor e adoração ao Senhor, dizer a Ele que Ele é adorado, se o que queremos é algo em troca? Para que assim Ele atenda nossos desejos? Se assim são nossas atitudes, nossa mente não mudou. Deus sabe o que se passa em nosso coração/mente. Coloquemos nossos pensamentos nas mãos do Senhor, e oferecemos assim uma adoração genuína.

Texto da pregação (2º parte: Mateus 05)

A única coisa absoluta que nós temos é a palavra do Senhor. “Passarão céus e terra, mas as palavras do Senhor não passarão”. O sentido das palavras muda com o passar do tempo. Com isso posso afirmar: Deus me livre de ser feliz! Mas como?! Se esse é o maior desejo da humanidade? Não quero ser feliz na condição do que nos é ofertado hoje, da opressão de viver feliz baseado na conquista de ter algo. Viver a procura da felicidade, baseado na conquista e quando a alcançamos vemos que não há felicidade. A bíblia nos ensina a ser feliz baseada na renúncia, abrindo mão, perdendo a vida, se humilhando. Quando renuncio encontro à felicidade, assim percebo que não preciso da conquista para ser feliz. Claro que a conquista gera em nós alegria, prazer e um bem estar, mas essa excitação não pode se basear apenas na conquista, pois tudo irá passar, nossa felicidade não deve se basear em algo passageiro. Felicidade não é conquista é renuncia.

- feliz os humildes de espírito – reconhecer Deus como a minha força, luz, esconderijo, torre forte, ar que respiro;
- feliz os que choram – quem chora é porque tem vida, tem sentimento, não é uma máquina que passa por cima de todos;
- feliz os mansos – ser manso não é ser bobalhão, mas sim, não ser agressivo nos pensamentos e nas ações;
- feliz os que têm fome e sede de justiça – fazer a vontade de Deus;
- feliz os misericordiosos – oferecem amor e perdão;
- feliz os limpos de coração;
- feliz os pacificadores;

Uma pessoa feliz é como sal, tem sabor. O que é felicidade pra você? Conquista ou renuncia?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Culto - 16/03/2014



Devemos retornar ao nosso primeiro amor, às primeiras obras, à prática da primeira fé. Ao tempo em que orávamos com fé, voltar a nos alegrar quando nos disserem: vamos à casa do Senhor.
Que possamos ser um canal de bênção na vida dos nossos irmãos, porque interceder para que o outro seja abençoado é fácil, mas nos colocarmos à disposição do Senhor para sermos usados, já é mais complicado.
Que Jesus eu conheço? E como tenho me relacionado com Ele?

Texto da pregação (1º parte: Jeremias 8:20)

"Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos".
Essa passagem de Jeremias fala de estação. E esta estação durava um ano. Então o tempo da salvação era curto, mas a salvação não necessariamente deveria acontecer após o fim do processo da semeadura e da colheita.
Nós não precisamos aguardar o término de um período para que a salvação brote em nossas vidas. Ela acontece a qualquer tempo, a qualquer hora.
Será que somos salvos?
Vamos aguardar quantas estações em nossas vidas para que, de fato, a salvação brote em nós? Para que, verdadeiramente, a alegria da salvação do Senhor se renove em nós.
Jesus se colocou em nossos lugares para sermos salvos. Primeiramente de nós mesmos, depois sermos salvos para Deus e sermos reconciliados com Ele.
Que nós possamos fazer não mais orações de menino, mas que possamos orar ao Senhor pedindo a Ele para sermos usados.
Jesus disse o que o filho do homem não veio para ser servido e sim para servir. Portanto, que possamos ser usados pelo Senhor e que, realmente, o maior possa servir o menor em nosso meio.
Quantas segas e verões passarão em nossas vidas até que tenhamos o nosso coração convertido a Cristo e não à igreja e/ou à religião?
Será que realmente estamos dispostos a negar a nós mesmos, pegarmos a nossa cruz e seguirmos a Jesus? Estamos dispostos a recebermos cem vezes mais em lutas e tribulações de tudo aquilo que deixamos para trás para servirmos ao Senhor?
Importa a cada um de nós experimentar o novo nascimento.
Que o verão e a sega não se findem antes da nossa salvação.

Texto da pregação (2º Parte: Romanos 11:32 – Palavra da Mailene)

Romanos 11:32: "Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todo".

Quando lemos este texto, a primeira impressão que temos é de um Deus ruim, que fez com que todos estivessem sob um jugo de desobediência, que planejou e projetou a nossa desobediência, nosso castigo eterno. Porém, quando relemos ou tentamos entender este versículo de trás para frente, vemos que não é assim.
Percebe-se que para o Senhor manifestar a sua misericórdia, primeiramente, Ele fez com que todos estivessem em desobediência.
A misericórdia é diferente da graça. A graça é imerecida, não merecíamos o amor Dele, nem a Sua presença e mesmo assim o Senhor nos deu.
Em relação à misericórdia, é algo que nós merecemos. Nós merecíamos o castigo eterno, a separação, viver sempre afastados do amor de Deus. Mas o Senhor usou da sua misericórdia e fez com que essa separação, esse peso e a morte, tanto física quanto espiritual fossem para Jesus Cristo e nos agraciou com a sua misericórdia para que não fôssemos afastados de Deus. Ele nos amou com esse amor incondicional.
A palavra de Deus em 1 João 4:8 diz: "Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor".
Deus não pode mentir. Se Ele diz que é amor, como pode nos subjugar a um domínio de desobediência e de castigo?
Que amor é esse que nos alcançou se agimos sempre da maneira errada?
Mesmo sendo como uma onda, inconstantes na presença do Senhor, Ele nos ama e nos dá uma nova chance.
Ele tem um propósito e tudo o que Deus faz no seu propósito, tem uma razão.
Antes mesmo da nossa criação, Deus já tinha planejado enviar Jesus para manifestar o Seu amor. E talvez você pense: “É fácil amar quem nos ama, quem nos faz bem.
Mas a palavra do Senhor nos diz que Ele nos amou incondicionalmente e nos quis para Si. Diz que Ele tem pensamento de paz e não de mal sobre nós. Quando menos esperamos, Ele se manifesta para nós.
Quando Deus formou Adão, nos mostrou como gostaria que fosse nosso relacionamento com Deus. Quando Adão pecou, o Senhor só via no homem o pecado. Ele havia dado todas as ferramentas para seguirmos em verdade, justiça e comunhão com Ele, mas o homem sempre escolhe o caminho mais fácil e mais curto, que muitas vezes o afasta da presença do Senhor.
Sendo assim, o Senhor enviou o nosso "segundo" Adão: Jesus. Que nos redimiu e que representou a comunhão com o Pai. E por meio de Jesus Cristo, Deus nos vê como justificados. Hoje não temos mais a condenação por causa do pecado.

Efésios 1:4-6
Nós não somos merecedores da graça de Deus. A única coisa que merecíamos era o castigo eterno por causa do nosso pecado. Mas Deus, com seu amor eterno, nos amou e nos atraiu para Si. Nossa vida só terá sentido quando a "conexão" com Deus for restabelecida. Temos que adorar e amar o Senhor pelo que Ele é.

2 Timóteo  1:9
O Senhor na sua onisciência sabia como estaríamos hoje. Não de uma forma egoísta, mas projetando um futuro para nós, da mesma maneira que um pai planeja um futuro para o seu filho.
Se nós não estivermos ainda como o Senhor planejou para nós, que peçamos a Ele para que Ele fale ao nosso coração. E que dessa maneira possamos agradar o coração do Senhor com as nossas atitudes.

Em João 11 fala sobre a história de Lázaro, quando Jesus ficou sabendo que Lázaro estava doente. Ele declarou que esta doença não era para morte, mas para a manifestação da glória de Deus. E sabemos que Lázaro morreu, porém ressuscitou depois de quatro dias.
E o que nós temos feito para haver a manifestação da glória Dele? Para fazer com que a misericórdia do Senhor alcance a todos aqueles que ainda pensam que Deus é um Deus mal?
Por que Deus permitiu que o coração do faraó fosse endurecido tantas vezes lá no Egito? O povo do Egito adorava a vários Deuses e cada uma das pragas que foi manifestada representava um dos deuses que eles adoravam. E Deus disse para o povo que os deuses que eles adoravam não podiam fazer nada por eles. Sendo assim, cada vez que o Senhor endurecia o coração do faraó, Ele estava manifestando a sua glória para com o povo de Israel. Eles estavam escravizados, mas tudo era para que Deus se manifestasse para aqueles que ainda não o conheciam.
O Senhor está conosco todos os dias, nos ama todos os dias, renova Sua misericórdia sobre as nossas vidas todos os dias e nos perdoa diariamente, mesmo com nossas falhas e pecados.
Que nós façamos a diferença por onde quer que passemos e que possamos agir como o Senhor age, perdoando e amando.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Culto - 09/03/2014



Aquilo que está nas escrituras não fica somente na letra das músicas. Nós experimentamos as revelações contidas na palavra em nossa vida. Deus habita no meio do louvor do seu povo. E podemos perceber que quando a igreja se reúne para adorar a Deus em espírito e em verdade, Deus recebe nossa adoração. A qualidade do louvor e da adoração não pode cair quando estivermos em nosso devocional, a sós com o Senhor.  A nossa adoração não pode depender do outro. Nosso louvor deve ser oferecido ao Senhor independente de qualquer circunstância, pois o nosso louvor é fruto da graça de Deus sobre nossas vidas. Não é porque somos bons ou somos santos, mas porque a graça do Senhor se derrama sobre as nossas vidas.

Texto da pregação (1º parte: Mateus 26:20-25)

Quem somos nós? Qual o nosso papel diante de Deus?
O salmista questiona no Salmos 8:4: “Quem é o homem para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”.
Quem é o homem para receber tamanho privilégio de ser visitado por um Deus supremo e poderoso? Isso é algo que não acontece nem entre os próprios homens. Porque entre nós, o menor sempre terá que servir o maior. Mas o Senhor declarou que seu reino não seria como é na terra. Por isso os paradoxos do Senhor: "o maior servirá o menor", "é exaltado quem se humilha”; “ganha quem perde”; “vive quem morre”.
Quem é o homem para atrair a atenção de um Deus assim?
Às vezes nos pegamos questionando a nós mesmos: "será que Deus está vendo o meu problema? Será que Ele está se preocupando comigo?". E muitas vezes passamos a "computar" tudo o que temos feito para o Senhor, almejando algum tipo de recompensa, praticando a religião de “causa e efeito” em prática.
Por isso a bíblia nos diz que Ele nos amou primeiro. Nós fomos achados pelo Senhor e por isso, Ele nunca estará em dívida conosco. Nosso relacionamento com Ele é pela graça.
Tudo o que o Senhor fez e faz por nós não é pelo que fazemos ou deixamos de fazer por Ele, mas sim pela graça.
Nós não somos nada. Somos como pó, somos como a flor da erva, que saindo o sol, seca-se a erva e cai a sua flor.
Podemos citar também o centurião quando foi à procura de Jesus interceder pelo seu servo, que estava acamado, enfermo. Ele pediu para Jesus ter misericórdia do seu servo. Jesus disse: “Vamos até lá que vou curar teu servo”. Porém o centurião disse: “Não, Senhor. Não sou digno de recebê-lo em minha casa. Quem sou eu para receber o rei do universo em minha casa? Eu também sou homem sujeito à autoridade e também tenho homens sujeitos à minha autoridade. Então, Senhor, dê apenas uma palavra e meu servo será curado”.
Jesus, olhando para aquele homem, disse que jamais encontrou tamanha fé em Jerusalém.
Se o Senhor se fizesse presente em nosso meio encarnado, ele encontraria tamanha fé em nossos corações?
Devemos saber quem nós somos. Devemos conhecer o Senhor. Conhecer significa relacionamento, intimidade, experiência. E sabendo quem é Deus, saberemos quem somos nós.
Quando nos conhecemos, percebemos que os tributos de Deus não se alinham com as nossas inclinações e então nos aproximamos do Senhor, pois percebemos o quão falho e pecadores somos e queremos nos salvar de nós mesmos, nos achegando a Deus.
Neste capítulo de Mateus, quando o Senhor declara que um dos discípulos o traíra, eles não perguntaram quem seria essa pessoa. Eles perguntam: "por acaso sou eu?". Demonstrando com isso um elevado grau de maturidade, pois estão preocupados consigo mesmos e não em apontar os outros.
Isso se aplica quando ouvimos uma pregação e não olhamos para nós mesmos. Temos o seguinte pensamento: "Se fulano estivesse aqui, esta palavra serviria para ele". E enquanto estivermos olhando para fora de nós mesmos, ainda não teremos atingido a maturidade que o Senhor quer de nós. Ainda seremos meninos.
Que nós possamos fazer o seguinte exercício: quando a mensagem for algo de "bom", como por exemplo, prosperidade, pensaremos que esta mensagem foi para o nosso irmão e oraremos pela vida dele. Por outro lado, se for algum tipo de exortação, como por exemplo, arrependimento, aplicaremos à nossa própria vida e tomaremos a palavra para nós mesmos.
O Senhor não está limitado a nada. Que o arrependimento seja em nós como o ar que respiramos. Que vivamos em constante arrependimento.
O Senhor considera os erros e pecados do outro como cisco. Porém quando trata os nossos pecados, trata como estaca. Portanto, devemos olhar para dentro de nós, para os nossos próprios erros.
Jesus diz que somos insensíveis às nossas falhas. Sendo assim, todas as vezes que entrarmos na presença do Senhor, que possamos perguntar: "Senhor, sou eu? Porque sei que sou capaz de enganar, de trair, de mentir e de muitas coisas ruins".
Que vivamos assim: olhando para nós mesmos, enxergando os erros diante do Senhor. E em relação ao outro, que tenhamos amor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.

Texto da pregação (2º Parte: João 19:31-37 e Gálatas 6:11-17)

No texto de Gálatas, Paulo faz uma diferença muito grande do que é interior e do que é exterior. E começa falando daqueles que cobravam dos gálatas, das igrejas, que eram os judaizantes que haviam se convertido ao evangelho de Jesus e eles queriam dar continuidade às observações da lei. E uma das ordenanças da lei era que eles se circuncidassem.
Eles não conseguiam entender que Jesus, com sua morte e ressurreição, transformou dois povos em um, porque antigamente, devido à aplicação errada da lei, havia uma separação entre judeus e samaritanos, judeus e gentios.
Para os homens judaicos, a lei ordenava que eles se circuncidassem, que era uma marca exterior da conversão ao judaísmo.
Paulo mostra que a marca do evangelho de Cristo é algo interior e não exterior. Não é a circuncisão no prepúcio, mas sim no coração, na alma. E não em uma vestimenta, ou através de um objeto que é carregado embaixo do braço, mas o verdadeiro evangelho se manifesta através de uma pessoa que se tornou nova criatura, do novo nascimento.
Ele mostra que a lei, o velho testamento aponta para Cristo. A bíblia diz que a lei serviu de aio, do grego, paidagogo, ou seja, o pedagogo, que era o escravo responsável por pegar na mão do filho do seu senhor e levá-lo até o lugar de ensino. E ele nos diz que a lei serviu para isso, para nos conduzir a Cristo. Porque Ele é a realidade, Ele é o cumprimento da lei. E todo aquele que está em Cristo, já cumpriu as ordenanças da lei.
Naquele tempo, eles tinham a tradição de que a crucificação deveria causar um intenso sofrimento ao condenado. Não era do agrado deles que o crucificado morresse rápido. O crucificado ficava dias sofrendo na cruz. E então, eles quebravam os ossos para que o condenado morresse mais rápido. E no texto de João fala sobre isso. Eles só quebraram os ossos dos condenados naquele dia, porque era sábado, considerado dia santo pelos judeus. E aí mais uma vez, a expressão da importância da exterioridade. Quando eles chegaram perto de Jesus, viram que não havia necessidade de quebrar seus ossos, porque Ele já havia rendido seu espírito. Eles ficaram admirados por ver aquilo acontecendo, pois não era o comum.
Porém, isso aconteceu para que se cumprisse a escritura, que dizia que nenhum dos seus ossos seria quebrado.
Mas o soldado não satisfeito com o que vira, resolveu ferir o lado de Jesus com uma lança. E ao fazer isso, sai de dentro de Jesus água e sangue.
Diante de tudo aquilo que Jesus nos ensinou, podemos perceber que o sangue simboliza seu próprio sacrifício, numa vida pautada em sacrifício. E o jorrar da água fala de palavra, da internalização da palavra de Deus.
Quando somos feridos pela lança da indiferença, da perseguição, o que jorra do nosso interior?
Muitos têm se mostrado como sepulcros caiados, que por fora estão lindos, mas por dentro, cheios de ossos secos.
Jesus, no Getsêmani, se angustiou porque estava separado de Deus por algum tempo. E nós, por outro lado, não nos importamos quando nos afastamos do Senhor pelos nossos pecados. Porque os nossos pecados é que fazem separação entre o homem. E não há pesar nenhum em nossos corações.

Culto - 02/03/2014



Muitas vezes não recebemos resposta como queríamos e nos angustiamos. Temos que aprender com Jesus, que tinha relação com Deus como um Pai. Jesus quando veio apresentou um Deus mais próximo (Emanuel - Deus Conosco). Até então não havia nenhuma concepção dessa idéia, Deus era alguém intocável, inimaginável.
Jesus disse certa vez: “Quem vê a mim vê o Pai”. Como uma gestação depende de um tempo, assim as nossas orações são perante o Senhor. Paulo disse aos gálatas estar grávido deles, ou seja, estava sempre em oração por eles. Assim é o nosso relacionamento com Deus. Um tempo para todas as coisas.

Texto da pregação (Mateus 16)

No Salmos 8 diz: “Quem é o homem para que dele te lembres?”;
No Salmos 116 diz: “O que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que tem feito?”.
Algum dia você já se perguntou, quem é você? Se há algo em mim para retribuir, então devo primeiro saber quem eu sou. Em João 15 diz que Jesus é a videira verdadeira, e ninguém pode fazer nada se não estiver n’Ele. Jesus começa a revelar quem somos. Na essência espiritual não passamos de uma brisa, um vento. Então porque vou acreditar que sou alguma coisa, ou que mereço algo? Nós somos imerecedores, nossa relação com Deus é uma relação de graça. Não há nada que eu faça para ter um atestado de dívida para com Deus. Nossa relação com Deus é misericórdia e graça. Se não fizer nada, Deus vai me abençoar? Sim! A relação com Deus não é de barganha, de troca, mas nem por isso deixarei de fazer. Se Deus cerrar os céus, tapar seus ouvidos, recolher sua mão, você continuará o adorando? Ou terá uma atitude de menino? Você não consegue deixar de adorar quando conhece a Deus. A bíblia não nos manda estudar Deus, mas sim conhecer, e mais ainda, prosseguir em conhecer. Conhecer requer relacionamento, intimidade. Assim como o marido e a mulher tornam-se um, assim temos que ser com Deus. Agora quem somos nós para que Deus se lembre de nós, ou para que nos visite? Agora que sei quem sou, vamos ver quem é Cristo.

Em Mateus 16:13 Jesus interroga os discípulos: “Quem diz o povo ser o filho do homem?”, e no 16:15: “E vós quem dizeis que sou?”.
Havia uma divisão de opinião. Uma que vinha da parte de Deus e outra de Satanás. O homem acha que nasce para viver e não morrer. Todavia nós nascemos para morrer, assim era o propósito de Jesus. Certa vez Jesus disse: Se o grão cair na terra e não morrer ele fica só. Quando decidimos largar as coisas de menino, morrer para as coisas do mundo e viver para Deus, acontecerá um novo nascimento. Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Jesus sempre se revelava por meio de parábolas, mas no fim ele passou a falar abertamente, inclusive sobre sua morte. Jesus não é nenhum terapeuta, ou líder para ser imitado, mesmo porque seu trabalho na terra foi antimarketing. O que o mundo diz não interessa, Jesus veio para andar na contramão do mundo, no seu reino o maior é o menor, o que perde ganha, quem é humilhado será exaltado. O mundo dará títulos a Jesus, mas Jesus quer saber a nossa opinião, o que temos aprendido e vivido com Ele. Quem é Jesus para você?
Jesus é nosso advogado diante de Deus para conosco. Para interceder por nós, falar a nosso favor e para nos perdoar. Jesus se colocará diante de nós e Deus e nós seremos absolvidos. Quem é Jesus para você? Pedro declarou: “Tu és o Cristo”.
Saber quem é Jesus faz toda a diferença, é o que vai nortear meu relacionamento com Deus. Todo tempo a preocupação de Jesus era anunciar o evangelho, as boas novas e não dizer quem ele era. Muito menos se gabar pelos seus milagres, mas sim anunciar o evangelho. Jesus pergunta: “E vocês também querem me deixar?” A resposta foi: “Pra onde iremos nós se só Tu tens palavras de vida eterna”. Nossa responsabilidade é anunciar o evangelho a toda criatura, anunciar Jesus e fazer discípulos.