quinta-feira, 13 de março de 2014

Culto - 09/03/2014



Aquilo que está nas escrituras não fica somente na letra das músicas. Nós experimentamos as revelações contidas na palavra em nossa vida. Deus habita no meio do louvor do seu povo. E podemos perceber que quando a igreja se reúne para adorar a Deus em espírito e em verdade, Deus recebe nossa adoração. A qualidade do louvor e da adoração não pode cair quando estivermos em nosso devocional, a sós com o Senhor.  A nossa adoração não pode depender do outro. Nosso louvor deve ser oferecido ao Senhor independente de qualquer circunstância, pois o nosso louvor é fruto da graça de Deus sobre nossas vidas. Não é porque somos bons ou somos santos, mas porque a graça do Senhor se derrama sobre as nossas vidas.

Texto da pregação (1º parte: Mateus 26:20-25)

Quem somos nós? Qual o nosso papel diante de Deus?
O salmista questiona no Salmos 8:4: “Quem é o homem para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”.
Quem é o homem para receber tamanho privilégio de ser visitado por um Deus supremo e poderoso? Isso é algo que não acontece nem entre os próprios homens. Porque entre nós, o menor sempre terá que servir o maior. Mas o Senhor declarou que seu reino não seria como é na terra. Por isso os paradoxos do Senhor: "o maior servirá o menor", "é exaltado quem se humilha”; “ganha quem perde”; “vive quem morre”.
Quem é o homem para atrair a atenção de um Deus assim?
Às vezes nos pegamos questionando a nós mesmos: "será que Deus está vendo o meu problema? Será que Ele está se preocupando comigo?". E muitas vezes passamos a "computar" tudo o que temos feito para o Senhor, almejando algum tipo de recompensa, praticando a religião de “causa e efeito” em prática.
Por isso a bíblia nos diz que Ele nos amou primeiro. Nós fomos achados pelo Senhor e por isso, Ele nunca estará em dívida conosco. Nosso relacionamento com Ele é pela graça.
Tudo o que o Senhor fez e faz por nós não é pelo que fazemos ou deixamos de fazer por Ele, mas sim pela graça.
Nós não somos nada. Somos como pó, somos como a flor da erva, que saindo o sol, seca-se a erva e cai a sua flor.
Podemos citar também o centurião quando foi à procura de Jesus interceder pelo seu servo, que estava acamado, enfermo. Ele pediu para Jesus ter misericórdia do seu servo. Jesus disse: “Vamos até lá que vou curar teu servo”. Porém o centurião disse: “Não, Senhor. Não sou digno de recebê-lo em minha casa. Quem sou eu para receber o rei do universo em minha casa? Eu também sou homem sujeito à autoridade e também tenho homens sujeitos à minha autoridade. Então, Senhor, dê apenas uma palavra e meu servo será curado”.
Jesus, olhando para aquele homem, disse que jamais encontrou tamanha fé em Jerusalém.
Se o Senhor se fizesse presente em nosso meio encarnado, ele encontraria tamanha fé em nossos corações?
Devemos saber quem nós somos. Devemos conhecer o Senhor. Conhecer significa relacionamento, intimidade, experiência. E sabendo quem é Deus, saberemos quem somos nós.
Quando nos conhecemos, percebemos que os tributos de Deus não se alinham com as nossas inclinações e então nos aproximamos do Senhor, pois percebemos o quão falho e pecadores somos e queremos nos salvar de nós mesmos, nos achegando a Deus.
Neste capítulo de Mateus, quando o Senhor declara que um dos discípulos o traíra, eles não perguntaram quem seria essa pessoa. Eles perguntam: "por acaso sou eu?". Demonstrando com isso um elevado grau de maturidade, pois estão preocupados consigo mesmos e não em apontar os outros.
Isso se aplica quando ouvimos uma pregação e não olhamos para nós mesmos. Temos o seguinte pensamento: "Se fulano estivesse aqui, esta palavra serviria para ele". E enquanto estivermos olhando para fora de nós mesmos, ainda não teremos atingido a maturidade que o Senhor quer de nós. Ainda seremos meninos.
Que nós possamos fazer o seguinte exercício: quando a mensagem for algo de "bom", como por exemplo, prosperidade, pensaremos que esta mensagem foi para o nosso irmão e oraremos pela vida dele. Por outro lado, se for algum tipo de exortação, como por exemplo, arrependimento, aplicaremos à nossa própria vida e tomaremos a palavra para nós mesmos.
O Senhor não está limitado a nada. Que o arrependimento seja em nós como o ar que respiramos. Que vivamos em constante arrependimento.
O Senhor considera os erros e pecados do outro como cisco. Porém quando trata os nossos pecados, trata como estaca. Portanto, devemos olhar para dentro de nós, para os nossos próprios erros.
Jesus diz que somos insensíveis às nossas falhas. Sendo assim, todas as vezes que entrarmos na presença do Senhor, que possamos perguntar: "Senhor, sou eu? Porque sei que sou capaz de enganar, de trair, de mentir e de muitas coisas ruins".
Que vivamos assim: olhando para nós mesmos, enxergando os erros diante do Senhor. E em relação ao outro, que tenhamos amor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.

Texto da pregação (2º Parte: João 19:31-37 e Gálatas 6:11-17)

No texto de Gálatas, Paulo faz uma diferença muito grande do que é interior e do que é exterior. E começa falando daqueles que cobravam dos gálatas, das igrejas, que eram os judaizantes que haviam se convertido ao evangelho de Jesus e eles queriam dar continuidade às observações da lei. E uma das ordenanças da lei era que eles se circuncidassem.
Eles não conseguiam entender que Jesus, com sua morte e ressurreição, transformou dois povos em um, porque antigamente, devido à aplicação errada da lei, havia uma separação entre judeus e samaritanos, judeus e gentios.
Para os homens judaicos, a lei ordenava que eles se circuncidassem, que era uma marca exterior da conversão ao judaísmo.
Paulo mostra que a marca do evangelho de Cristo é algo interior e não exterior. Não é a circuncisão no prepúcio, mas sim no coração, na alma. E não em uma vestimenta, ou através de um objeto que é carregado embaixo do braço, mas o verdadeiro evangelho se manifesta através de uma pessoa que se tornou nova criatura, do novo nascimento.
Ele mostra que a lei, o velho testamento aponta para Cristo. A bíblia diz que a lei serviu de aio, do grego, paidagogo, ou seja, o pedagogo, que era o escravo responsável por pegar na mão do filho do seu senhor e levá-lo até o lugar de ensino. E ele nos diz que a lei serviu para isso, para nos conduzir a Cristo. Porque Ele é a realidade, Ele é o cumprimento da lei. E todo aquele que está em Cristo, já cumpriu as ordenanças da lei.
Naquele tempo, eles tinham a tradição de que a crucificação deveria causar um intenso sofrimento ao condenado. Não era do agrado deles que o crucificado morresse rápido. O crucificado ficava dias sofrendo na cruz. E então, eles quebravam os ossos para que o condenado morresse mais rápido. E no texto de João fala sobre isso. Eles só quebraram os ossos dos condenados naquele dia, porque era sábado, considerado dia santo pelos judeus. E aí mais uma vez, a expressão da importância da exterioridade. Quando eles chegaram perto de Jesus, viram que não havia necessidade de quebrar seus ossos, porque Ele já havia rendido seu espírito. Eles ficaram admirados por ver aquilo acontecendo, pois não era o comum.
Porém, isso aconteceu para que se cumprisse a escritura, que dizia que nenhum dos seus ossos seria quebrado.
Mas o soldado não satisfeito com o que vira, resolveu ferir o lado de Jesus com uma lança. E ao fazer isso, sai de dentro de Jesus água e sangue.
Diante de tudo aquilo que Jesus nos ensinou, podemos perceber que o sangue simboliza seu próprio sacrifício, numa vida pautada em sacrifício. E o jorrar da água fala de palavra, da internalização da palavra de Deus.
Quando somos feridos pela lança da indiferença, da perseguição, o que jorra do nosso interior?
Muitos têm se mostrado como sepulcros caiados, que por fora estão lindos, mas por dentro, cheios de ossos secos.
Jesus, no Getsêmani, se angustiou porque estava separado de Deus por algum tempo. E nós, por outro lado, não nos importamos quando nos afastamos do Senhor pelos nossos pecados. Porque os nossos pecados é que fazem separação entre o homem. E não há pesar nenhum em nossos corações.

Nenhum comentário:

Postar um comentário